Páscoa: Protestantes SEGUEM datas católicas? A fé que divide cristãos
Apesar de rejeitarem tradições da Igreja Católica, muitos protestantes continuam a celebrar a Páscoa na mesma data definida pelo calendário católico. Afinal, há fundamento bíblico para isso ou apenas costume cultural?
A Páscoa é considerada uma das maiores festas cristãs, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo. Mas a data, marcada pelo calendário litúrgico católico, levanta uma questão polêmica: por que protestantes, que se afastaram das tradições de Roma, continuam a seguir uma festa estabelecida pela Igreja Católica?
Origem bíblica
No Antigo Testamento, a Páscoa judaica simbolizava a libertação do povo hebreu do Egito (Êxodo 12). No Novo Testamento, Jesus é apresentado como o “Cordeiro de Deus” (João 1:29), e sua ressurreição no “primeiro dia da semana” (1 Coríntios 15:14-17) tornou-se o centro da fé cristã.
Os versículos Colossenses 2:16-17 dizem:
“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.”
“Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Essas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.”
Católicos: Para a Igreja Católica, a Páscoa é o ápice do “mistério pascal”, que inclui paixão, morte e ressurreição de Cristo.
Protestantes: Embora rejeitem tradições católicas, muitos protestantes mantêm a celebração da Páscoa, enfatizando apenas a vitória da ressurreição.
A polêmica: Alguns grupos protestantes questionam: se não seguem o catolicismo, por que manter datas católicas? Citam Colossenses 2:16-17 para defender que festas não devem ser impostas. Outros, porém, argumentam que a ressurreição é bíblica e merece ser celebrada, independentemente da origem da data.

Conclusão
A Páscoa continua a unir e dividir cristãos. Para uns, é tradição herdada de Roma; para outros, é celebração da vitória de Cristo sobre a morte. Mas a pergunta permanece: fé ou costume cultural?
Martinho Lutero (Reformador Protestante) diz que “A oração é a mais poderosa de todas as armas que as criaturas humanas podem empunhar.” Lutero via a Páscoa como celebração da vitória de Cristo sobre a morte, mas criticava tradições que não tinham base direta nas Escrituras, defendendo que a fé deveria se apoiar na Palavra.
Charles Spurgeon (Pregador Batista, séc. XIX) foi bastante claro em sermões sobre o tema: “Separar um domingo de Páscoa para uma memória especial da ressurreição é uma invenção humana para a qual não existe mandamento escriturístico; mas fazer de todo Dia do Senhor um domingo de Páscoa é adequado àquele que ressuscitou bem cedo no primeiro dia da semana.” – Sermão 1530, Following the Risen Christ.
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