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Os Demónios podem realizar milagres?

Os demônios podem realizar milagres? Leia: APOCALIPSE 16:14


PROBLEMA: A Bíblia às vezes emprega as mesmas palavras (sinais, prodígios, poder) tanto para descrever o poder de demônios como para descrever os milagres de Deus (Ap 16:14; 2 Ts 2:9). Entretanto, um milagre é um acto sobrenatural de Deus, e somente ele pode realizar tal. O diabo é um ser criado e tem apenas um poder limitado.

SOLUÇÃO: Embora Satanás tenha grandes poderes espirituais, há uma gigantesca diferença entre o poder do diabo e o poder de Deus.


Primeiro

Deus é infinito em poder (omnipotente); o diabo (e os demônios) é limitado e finito.

Segundo

Somente Deus pode criar a vida (Gn 1:1, 2 ; Dt 32:39); o diabo não pode (cf. Êx 8:19). Apenas Deus pode ressuscitar um morto (Jo 10:18; Ap 1:18); o diabo não pode, embora ele dá “fôlego” (animação) à imagem de idolatria do Anticristo (Ap 13:15). O diabo tem grande poder para enganar as pessoas (Ap 12:9), para oprimir aqueles que se rendem a ele e até mesmo para fazer morada em seus corpos (At 16:16). Ele é um grande mágico e um super cientista, e com o seu vasto conhecimento de Deus, do homem e do universo, ele tem como fazer “prodígios de mentira” (2 Ts 2:9; cf. Ap 13:13-14).

Lembre-se

Os verdadeiros milagres, porém, só podem ser realizados por Deus. O diabo pode fazer o que é sobrenormal, mas não o que é sobrenatural. Semente Deus pode controlar as leis naturais que ele mesmo estabeleceu, embora numa ocasião Deus tenha dado a Satanás o poder de trazer um furacão sobre a família de Jó (Jó 1:19).

Além disso, todo o poder que o diabo possui lhe foi dado por Deus, sendo cuidadosamente limitado e monitorado (cf. Jó 1:10-12). Cristo, por sua vitória sobre o diabo, tendo vencido a ele e a todas as suas hostes na cruz (Hb 2:14-15; Cl 2:15), deu o poder ao seu povo para ser vitorioso sobre as forças demoníacas (Ef 4:4-11).

Assim, João informou aos crentes: “maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4:4).

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe

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Existem 7 espírito de Deus ou apenas 1?

Como o Espírito Santo pode ser sete espíritos, se ele é uma só pessoa? Leia Apocalipse 1.4


PROBLEMA: De acordo com a ortodoxa doutrina da Trindade, o Espírito Santo é uma pessoa, a terceira pessoa da Divindade triúna. Jesus referiu-se ao Espírito Santo como “ele” (no singular). Mas João referiu-se aos “sete Espíritos que se acham diante do seu trono [de Deus]” (Ap 1:4), os quais são considerados, por muitos comentaristas, como sendo uma referência ao Espírito Santo. Mas como o Espírito Santo pôde ser sete espíritos?

 

SOLUÇÃO: O livro de Apocalipse contém muito simbolismo, e esse é apenas um exemplo. Há simbolismo semelhante em outras porções desse livro. Por exemplo, muitos acreditam que Apocalipse 12:3 fala de Satanás, mas ele é chamado de “dragão, grande, vermelho” com “sete cabeças, dez chifres”. Nessa passagem, as sete cabeças e os dez chifres são atribuídos a uma só pessoa, a Satanás.

Também, ao falar da besta que veio do mar, Apocalipse 13:1 diz que ela tem “dez chifres e sete cabeças”. O número sete simboliza algo completo, como há sete dias numa semana completa. Outros símbolos são aplicados ao Espírito Santo nas Escrituras. Por exemplo, ele é mencionado como uma pomba em Marcos 1:10, é associado ao “vento” em João 3:8, e à água em João 4:14. Ele é ainda descrito como “línguas como de fogo” em Atos 2:3.

Efésios 1:13 diz que somos “selados” pelo Espírito Santo, o que significa a propriedade que Deus tem sobre nós e a segurança da nossa salvação. Muitos estudiosos da Bíblia acreditam que a natureza sétupla do Espírito Santo pode derivar da referência em Isaías 11:2, onde ele é chamado de “Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” – sete características diferentes de um só e mesmo Espírito.

 

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe

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A Bíblia delimita o ministério das mulheres?

A Bíblia coloca limite ao ministério das mulheres? Leia: 1 TIMÓTEO 2:12-14.


PROBLEMA: Paulo disse: “E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio”. De igual modo, em 11 Coríntios 14:34, ele acrescentou: “conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina” (cf. 1 Pe 3:5-6). Isso não proíbe o ministério das mulheres, e não degrada a personalidade delas?

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Jesus foi ao Inferno?

Jesus desceu até o inferno? Leia Efésios 4:9


PROBLEMA: Paulo declara que Jesus desceu “até as regiões inferiores da terra” e o Credo dos Apóstolos declara que, depois de ter sido morto, Jesus “desceu ao inferno”. Entretanto, quando Cristo estava morrendo, entregou o seu espírito nas mãos do Pai (Lc 23:46) e disse ao ladrão que este estaria com ele no “paraíso” (Lc 23:43), ou seja, no “terceiro céu” (2 Co 12:2, 4). Para onde Jesus foi então: para o céu ou para o inferno?

 

SOLUÇÃO: Há duas posições a respeito do lugar para onde Jesus foi durante os três dias em que o seu corpo permaneceu no túmulo, antes da ressurreição: uns defendem que ele foi para o Hades; outros, que foi para o céu. Para o Hades. Os partidários dessa posição afirmam que o espírito de Cristo foi ao mundo espiritual, enquanto o seu corpo permanecia no túmulo.

Crêem que Jesus “pregou aos espíritos em prisão” (1 Pe 3:19), que estavam num lugar de cativeiro temporário, aguardando a sua chegada para “levar cativo o cativeiro”, isto é, levá-los para o céu. De acordo com essa posição, havia dois compartimentos no Hades (ou sheol), uma para os salvos e outra para os perdidos. Eles estavam separados por “um grande abismo” (Lc 16:26), que ninguém podia ultrapassar. A secção dos salvos era chamada de “o seio de Abraão” (Lc 16:23).

Quando Cristo, “sendo ele as primícias” da ressurreição (1 C > 15:20), ascendeu, Ele levou esses santos do AT consigo pela primeira vez. Para o Céu. Esse parecer sustenta que as almas dos crentes do AT foram diretamente para o céu no momento de sua morte. Em favor disso tem-se os seguintes argumentos:

Primeiro, Jesus afirmou que o seu espírito estava indo diretamente para o céu, quando disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23:46).

Segundo, Jesus prometeu ao ladrão na cruz: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23:43); mas “paraíso” é definido como sendo “o terceiro céu” em 2 Coríntios 12:2, 4.

Terceiro, quando os santos do AT deixaram esta vida, foram diretamente para o céu. Deus tomou a Enoque para si (Gn 5:24; cf. Hb 11:5), e Elias foi tomado “ao céu” quando partiu (2 Rs 2:1).

Quarto, “o seio de Abraão”(Lc 16:23) é uma descrição do céu. Em nenhum ponto ele é descrito como sendo o inferno. É o lugar para onde Abraão foi, que é o “reino dos céus” (Mt 8:11).

Quinto, antes da cruz, quando os santos do AT apareciam, era do céu que vinham, como aconteceu com Moisés e Elias no Monte da Transfiguração (Mt 17:3).

Sexto, os santos do AT tiveram de esperar a ressurreição de Cristo para que seus corpos fossem ressuscitados (1 Co 15:20; cf. Mt 27:53), mas suas almas foram diretamente para o céu. Cristo foi o Cordeiro morto “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8), e eles para lá foram pelos méritos que Deus sabia que Cristo cumpriria.

Sétimo, a expressão “até as regiões inferiores da terra” não é uma referência ao inferno, mas ao túmulo. Até mesmo o ventre de uma mulher é descrito como sendo “profundezas da terra” (SI 139:15). Essa expressão significa simplesmente covas, túmulos, lugares fechados na terra, em oposição a partes altas, como montanhas. Além disso, o inferno não se localiza nas partes mais baixas da terra – mas “debaixo da terra” (Fp 2:10).

Oitavo, a frase “desceu ao inferno” não constava do Credo Apostólico primitivo. Ela foi acrescentada somente no século IV a. D. Além disso, um credo como tal não é inspirado, mas apenas uma confissão humana de fé. Nono, os “espíritos em prisão” não eram salvos, mas seres perdidos. Na verdade, essa pode ser uma referência a anjos, não a seres humanos (veja os comentários de 1 Pedro 3:19).

Finalmente, quando Cristo “levou cativo o cativeiro”, não estava levando amigos para o céu, mas trazendo inimigos a uma prisão. E uma referência à sua vitória sobre as forças do inimigo. Os cristãos não são “cativos” no céu. Não somos forçados a ir para lá contra a nossa própria e livre escolha (veja Mt 23:37; 2 Pe 3:9).

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe
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Jesus advoga salvação pelas obras?

Afinal, Jesus advoga a salvação pelas obras? Leia: JOÃO 5:28-29

 

PROBLEMA: Jesus diz que vem a hora em que as pessoas em seus túmulos “ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5:29). Isso parece estar em clara oposição à salvação pela graça (cf. Ef 2:8-9).

 

SOLUÇÃO: Primeiro, Jesus não crê na salvação por obras. No início do Evangelho, João escreveu:

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1:12-13).

Jesus disse em João 3:16-18: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. Além disso, em João 5:24, Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.

Essas passagens deixam bem claro que Jesus não ensinou a salvação pelas obras. Segundo, a referência que Jesus fez a boas obras em João 5:28-29 é a respeito das obras que ocorrem depois da salvação pela fé. Para ser salvo, precisa-se da graça de Deus (Ef 2:8-9), mas a fé autêntica expressa-se por meio das boas obras (v. 10). O apóstolo Paulo, referiu-se, em Romanos, a algo bastante semelhante ao que Jesus dissera em João 5:28-29. Ele disse que Deus “retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça” (Rm 2:6-8).

Mas Paulo escreveu também: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2:8). Na passagem de Romanos, ele não está falando de quem obtém a vida eterna pela fé, mas da pessoa que demonstra essa vida por meio de suas boas obras. Em Efésios, Paulo está falando que ninguém pode ser salvo por obras anteriores à salvação.

Assim, Jesus não contradiz a si mesmo nem ao resto das Escrituras no que concerne à questão da salvação. Aqueles que recebem a ressurreição da vida demonstraram a sua fé salvadora por meio de suas obras.

 

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe
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Jesus é Deus?

Afinal, Jesus é Deus ou apenas um deus? Leia: João 1.1

PROBLEMA: Os cristãos crêem que Jesus é Deus, e com frequência citam essa passagem para provar isso. Entretanto, as Testemunhas de Jeová traduzem esse versículo assim: “e o Verbo (Cristo) era um deus”, porque no grego não há um artigo definido (“o”) antes da última palavra.

SOLUÇÃO: No grego, quando o artigo definido é usado, normalmente ele destaca o indivíduo e, quando não, a referência é à natureza daquilo que é indicado.

Assim, esse versículo poderia ser traduzido “e o Verbo era da natureza de Deus”. A completa deidade de Cristo tem o suporte não somente no uso dessa mesma construção, em geral, mas também em outras referências a Jesus como Deus, em João (cf. 8:58; 10:30; 20:28) e no restante do NT (cf. Cl 1:15-16; 2:9; Tt 2:13).

Além disso, alguns textos do NT usam o artigo definido e falam de Cristo como “o Deus”. Portanto, não importa se João empregou ou não o artigo definido – a Bíblia claramente ensina que Jesus é Deus, não apenas um deus (cf. Hb 1:8). E que Jesus é Jeová (Yahveh), isso está claro pelo fato de o NT atribuir a Jesus características que no AT se aplicam somente a Deus (cf. Jô 19:37 e Zc 12:10).

 

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe
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Deus fez pessoas destinadas à destruição? Leia

Deus fez pessoas destinadas à destruição? Leia Provérbios 16:4

 

PROBLEMA: Por um lado, a Bíblia fala que os seres humanos têm livre escolha (Mt 23:37; 2 Pe 3:9) e são responsáveis pelo seu próprio destino (Ez 18:20; Jo 3:36). Por outro lado, Salomão declara: “O Senhor fez… até o perverso, para o dia da calamidade”. Com efeito, Paulo fala de alguns que são “vasos de ira” (Rm 9:22). Como justificar que Deus tenha feito pessoas com o propósito de destruí-las?

 

SOLUÇÃO: Deus não cria pessoas com o propósito de destruí-las. Deus ama “o mundo”(Jo 3:16) e Cristo morreu pelo “mundo inteiro” (1 Jo 2:2). Com efeito, o sangue de Cristo “comprou” até mesmo os que o negam (2 Pe 2:1), pois Deus não quer “que nenhum pereça” (2 Pe 3:9).

Há um inferno, mas ele não foi preparado para os homens. Jesus disse que ele foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41). Como então explicar o fato de que Deus fez o perverso para o dia da calamidade?

A palavra “fez“(asah) tem muitos significados no hebraico. Ela pode significar “determinar” ou “instituir” ou até mesmo “administrar”. Deus tem o soberano controle sobre todo o universo. Mesmo quando os homens pretendem que alguma coisa seja para o mal, Deus pode torná-la para o bem (Gn 50:20). Neste sentido, “até a ira humana há de louvar-te” (Sl 76:10), pois “sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam” (Rm 8:28, NVI).

Assim, até mesmo “o dia da calamidade” é “para” Deus, no sentido de que ele está no controle e tudo, por fim, será para a sua glória, pois a glória de Deus é magnificada no céu, e a sua justiça é manifestada no inferno. Com certeza, é da vontade explícita de Deus que ninguém entre em juízo, mas na sua soberania Ele determinou (“fez”) que até mesmo o juízo sobre o pecado o magnifique.

Não obstante, Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2:4). Até mesmo os “vasos de ira” foram apenas “preparados para a perdição” (Rm 9:22) porque eles recusaram-se a se arrepender, já que Deus pacientemente “foi longânimo” para com eles, esperando que chegassem “ao arrependimento” (cf. 2 Pe 3:9).

Em resumo, a vontade explícita de Deus é que todos sejam salvos. Sua vontade permissiva é que alguns se percam (aqueles que se recusam a arrepender-se). E a vontade providencial de Deus é que ele por fim fará com que tudo seja bom, até mesmo os males. Neste sentido, todas as coisas são feitas (isto é, determinadas) para o Senhor.

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe
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Davi e Jônatas eram homossexuais?

Davi e Jônatas eram homossexuais? Leia: 1Samuel 18.1-4

 

PROBLEMA: As Escrituras registram o intenso amor que Davi e Jônatas tinham um pelo outro. Há quem tenha dito que isso é uma indicação de que eles eram homossexuais. Isso é deduzido a partir do fato de que está escrito que “Jônatas o amava” (18:3); que Jônatas se despia na frente de Davi (18:4); também que eles “beijaram-se um ao outro” com grande emoção (20:41).

Os que alegam isso dizem ainda que as tendências homossexuais de Davi podem ser inferidas pelo fato de ele não ter muito sucesso em seus relacionamentos com mulheres. A conclusão tirada desses textos é válida?

 

SOLUÇÃO: Não há indicação alguma nas Escrituras de que Davi e Jônatas tenham sido homossexuais. Pelo contrário, há uma forte evidência de que não eram. Antes de mais nada, a atração de Davi por Bate-Seba (2 Sm 11) revela que sua orientação sexual era heterossexual, não homossexual. Com efeito, a julgar pelo número de mulheres que Davi teve, ele parecia ser heterossexual até demais.

Depois, o “amor” de Davi por Jônatas não era o amor sexual (erótico), mas sim o amor da amizade (o amor “phileo”). É comum nas culturas orientais homens heterossexuais expressarem amor e afeição um para com o outro. Ainda, Jônatas não se despiu completamente na presença de Davi. O texto diz que ele apenas tirou a armadura e a capa que vestia (1 Sm 18:4) para dá-las a Davi, como um símbolo de seu profundo respeito e compromisso com ele.

Podemos acrescentar também que o “beijo” era uma forma usual de os homens se cumprimentarem naqueles dias. E ainda, o fato de eles se cumprimentarem beijando-se um ao outro (1 Sm 20:41) é descrito dois capítulos e meio depois daquele que relata que Jônatas deu a capa e a armadura a Davi.

Finalmente, a emoção que expressaram foi o choro, e não o orgasmo. O texto diz: “beijaram-se um ao outro e choraram juntos, Davi, porém, muito mais” (1 Sm 20:41).

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe
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Como distinguir os falsos profetas dos verdadeiros profetas?

Como distinguir os falsos profetas dos verdadeiros profetas? Leia: DEUTERONÔMIO 18:10-22

 

PROBLEMA: A Bíblia contém muitas profecias em que cremos porque elas provêm de Deus. Entretanto, a Escritura reconhece também a existência de falsos profetas (Mt 7:15). Com efeito, muitas religiões e seitas declaram ter profetas.

Em consequência, a Bíblia exorta os crentes a “testarem” aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4:1-3).

Mas qual é a diferença entre um falso profeta e um verdadeiro profeta de Deus?

 

SOLUÇÃO: Há muitos testes para se detectar um falso profeta. Muitos desses critérios estão listados nas páginas deste livro. Colocando em forma de perguntas, podemos usar como teste para uma pessoa tida como profeta:

1. Ele profetizou alguma coisa que não se cumpriu? (Dt 18:21-22);

2. Ele faz contato com os espíritos de mortos? (Dt 18:11);

3. Ele faz uso de meios de adivinhação? (Dt 18:11);

4. Ele se envolve com médiuns e feiticeiros?(Dt 18:10);

5. Ele segue falsos deuses ou ídolos? (Êx 20:3-4; Dt 13:2,3);

6. Ele nega a divindade de Jesus Cristo? (Cl 2:8-9);

7. Ele nega a humanidade de Jesus Cristo? (1 Jo 4:1-2);

8. Suas profecias desviam o foco central da pessoa de Jesus Cristo? (Ap 19:10);

9. Ele advoga a abstenção de certos alimentos e carnes, por razões de ordem espiritual? (1 Tm 4:3);

10. Ele reprova ou nega a necessidade do casamento? (1 Tm 4:3);

11. Ele promove a imoralidade? (Jd 7);

12. Ele encoraja o legalismo caracterizado por renúncias auto-impostas? (Cl 2:16-23);

Uma resposta positiva a qualquer uma destas perguntas é uma indicação de que o que o profeta diz não procede de Deus. O Senhor não fala nem corrobora com nada que seja contrário ao seu caráter e aos seus mandamentos. E, acima de tudo, certamente o Deus da verdade não dá falsas profecias.

 

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia Norman Geisler – Thomas Howe
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As Ordens governamentais podem ser desobedecidas?

Como Deus poderia abençoar as parteiras hebreias, se elas desobedeciam a autoridade governamental (Faraó), estabelecida por Deus, e a ela mentiam? Leia: ÊXODO 1:15-21

 

PROBLEMA: A Bíblia declara que “não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (Rm 1.3:1). A Escritura diz também: “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor” (Pv 12:22). Mas o Faraó (rei) do Egito tinha dado uma ordem direta às parteiras hebreias para matarem os meninos hebreus recém-nascidos.

“As parteiras, porém, temeram a Deus, e não fizeram como lhes ordenara o rei do Egito, antes deixaram viver os meninos” (Êx 1:17).

As parteiras não apenas desobedeceram a Faraó como também, quando ele as questionou a respeito de suas ações, mentiram, dizendo: “É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; são vigorosas, e antes que lhes chegue a parteira já deram à luz os seus filhos” (Êx 1:19).

Apesar disso, Êxodo 1:20 afirma que Deus “fez bem às parteiras… ele lhes constituiu família”(Êx 1:20-21). Como então Deus pôde abençoar as parteiras por desobediência e mentira?

 

SOLUÇÃO: Não há dúvida de que as parteiras desobedeceram a Faraó, por não matarem os meninos hebreus recém-nascidos e por mentirem a Faraó com a história de que sempre chegavam tarde demais para cumprirem as suas ordens. Não obstante, há uma justificativa moral para o que elas fizeram. Primeiro, o dilema moral em que as parteiras se achavam era inevitável.

Ou elas obedeceriam à lei maior de Deus, ou obedeceriam à obrigação secundária de se sujeitarem a Faraó. Em lugar de cometerem um deliberado infanticídio das crianças de seu próprio povo, as parteiras decidiram desobedecer às ordens de Faraó. Deus nos ordena que obedeçamos à autoridade governamental, mas ele nos ordena também que não assassinemos ninguém (Êx 20:13). A salvação de vidas inocentes é uma obrigação maior do que a obediência ao governo. Quando o governo nos ordena matar vítimas inocentes, não devemos obedecer.

Deus não considerou as parteiras responsáveis, nem assim ele nos tratará sempre que a questão for não obedecer a uma obrigação menor para atender a uma lei maior (cf. At 4; Ap 13). No caso das parteiras, a lei maior referia-se à preservação da vida dos recém-nascidos. Segundo, o texto claramente afirma que Deus as abençoou “porque as parteiras temeram a Deus” (Êx 1:21).

E foi o temor que elas tiveram por Deus que as levou a fazer o que quer que fosse necessário para salvar vidas inocentes. Assim, a falsa desculpa delas a Faraó foi uma parte essencial do esforço que despenderam para salvar vidas. Terceiro, a mentira delas é comparável com sua desobediência a Faraó, para salvar a vida de recém-nascidos inocentes. Este era um caso em que as parteiras tiveram de optar entre mentir ou serem compelidas a matar bebês inocentes.

Aqui também elas decidiram obedecer à lei moral maior. A obediência aos pais faz parte da lei moral (cf. Ef 6:1). Mas se um pai ou uma mãe dá ordens ao filho para assassinar uma pessoa ou para adorar um ídolo, ele tem de recusar-se a obedecer. Jesus enfatizou a necessidade de obedecer à lei moral superior quando disse: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10:37).

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